PINTOR KIRA
20090621
desabafo
JÁ NÃO TENHO TEMPO PARA LIDAR COM MEDIOCRIDADES.
NÃO QUERO ESTAR EM REUNIÕES ONDE DESFILAM EGOS INFLAMADOS. NÃO TOLERO GABAROLICES.
INQUIETAM-ME CERTOS INVEJOSOS TENTANTO DESTRUIR QUEM ELES ADMIRAM DESFAZENDO NOS TALENTOS E ENGORDANDO PREPOTENCIAS.
NÃO TENHO TEMPO PARA PROJECTOS MEGALÓMANOS. NÃO PARTICIPAREI DE CONFERENCIAS QUE ESTABELECEM PRAZOS FIXOS PARA ACABAR COM A MISÉRIA NO MUNDO.
NÃO QUERO QUE ME CONVIDEM PARA EVENTOS DE UM FIM DE SEMANA COM A PROMESSA DE UMA SARDINHADA DISCUTINDO POLÍTICA PORTUGUESA OU ESTRANGEIRA.
NÃO TENHO TEMPO PARA REUNIÕES INTERMINÁVEIS PARA DISCUTIR ESTATUTOS. NORMAS, PROCEDIMENTOS E REGIMENTOS INTERNOS.LEMBRANDO MÁRIO DE ANDRADE QUE AFIRMOU: AS PESSOAS NÃO DEBATEM CONTEÚDOS, MAS RÓTULOS.
QUERO CAMINHAR PERTO DAS COISAS E PESSOAS VERDADEIRAS, DESFRUTAR DAS AMIZADES SEM FRAUDE E SABOREAR A BELEZA DE UM QUADRO, UM POEMA, UM SORRISO DE CRIANÇA.
QUERO QUE O TEMPO QUE ME SOBRA ME DÊ O SABOR DE DORMIR BEM, QUE NÃO ME ASSALTEM A PAZ QUE PROCURO GRITANDO NA NOITE DOS MEUS PENSAMENTOS.
QUERO, NO ESSENCIAL, FAZER A VIDA VALER A PENA.
(JANEMARY/KIRA)
20090608
ANTÓNIO MONGINHO - MORREU UM POETA
20090606
20090602
20090531
BARREIRO * FEIRA PEDAGÓGICA * ESCOLA + PINTAR É FÁCIL . TEMA: OS 150 ANOS DOA CAMINHOS DE FERRO.(a)
20090525
20090523
20090521
JORGE LUIS VARGAS, POETA, NA TV - IDENTIDADE BRASIL
VISITE "RECANTO DAS LETRAS" E PROCURE : JORGE LUIS VARGAS E TAMBEM "POETA CAIPIRINHA"(A NÃO PERDER)UM ABRAÇO DAQUI, IRMÃO. E PARABENS
20090502
20090429
20090428
ANTONIO SOUSA PEREIRA

O meu poema é de oiro, de oiro do meu olhar,
é poema doirado, reluzindo nos meus caminhos,
vou escrevê-lo nas cores que brilham no luar,
vou senti-lo nas águas, correndo em remoinhos.
O meu poema brilhante, sons deste meu cantar,
vou escrevê-lo, doirado nos nervos, na saudade
cultivada na ternura, que emerge do verbo amar,
aqui, onde a vida é sangue do sangue, ansiedade.
O meu poema sou eu, és tu, companheira, irmão,
percorrendo a imensidão do trigo, nesta palavra,
onde o sentimento é um querer, com sabor a pão,
este viver, tempestade, uma forte paixão que lavra.
O meu poema é feito de sorrisos, é oiro do desejo,
que marca o instante na memória, tem sabor a sal,
tem perfume, tem som, tem calor e cheiro a poejo,
floresce nas ondas do mar, nas noites de Portugal.
O meu poema é apenas este sentimento, ao vento,
na verdura dos campos, no turbilhão dos rochedos,
o lugar, vivo, das emoções que voam no pensamento,
são ilusões, são mistérios - o oiro dos meus segredos!
António Sousa Pereira
Barreiro - 28.04.09
20090424
20090421
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20090322
20090317
20090316
BOTAS TROCADAS in jornal "www.rostos.pt"

BOTAS TROCADASPor kira
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"Foi ao descalçar-me que dei com a “coisa”. Então não é que tinha as botas ao contrário? A do pé esquerdo no direito! Há quanto tempo eu andaria com as botas trocadas? Não faço a mínima ideia mas, cá para mim, há quase 4 anos, desde que fui despedido."
Estou desempregado e o facto de me levantar todos os dias às 4 h da manhã, para ir para as bichas do Centro de Saúde, Centro de Desemprego e àquelas santas almas que me distribuem o saquinho de arroz, feijão, massa e açúcar, têm-me posto o sono em desordem, tornando-me nervoso e tontinho.
Hoje, por exemplo, aconteceu-me mais uma que não estava à espera. Ao dirigir-me à Deco para tratar de umas dívidas em atraso, dei comigo no meio da linha do comboio. Não era para Setúbal que eu queria ir mas para o barco da carreira Barreiro-Lisboa.
A semana passada foi uma treta quase igual. O meu vizinho pediu-me para passar pela oficina de bate-chapas onde trabalha e, qual não é o meu espanto, dou comigo nas urgências do Hospital, onde por acaso ele estava, numa consulta de psiquiatria marcada, segundo me disse, há 3 meses. Ficou admirado por me ver ali e perguntou-me se tinha ido à oficina. – Para lá ia eu e, não sei mesmo o que aconteceu, vizinho, vim dar aqui! - Teve sorte sôr Zé. Ainda ontem ao princípio da noite, toquei à campainha da sua porta para o avisar que era escusado lá ir porque o patrão Manuel acabou por fechar de vez e despedir o pessoal! – Ah! Sabe, a campainha não toca. Cortaram-me a luz. Desejei-lhe as melhoras, e voltei para casa onde iria buscar o saquinho das esmolas do banco alimentar. Notei que a porta de casa tinha mudado completamente. Ali não era a casa onde eu morava. Pois não! Era o Tribunal. Entrei e, espantado ouvi uma senhora chamar pelo meu nome. – Sou eu, diga minha senhora. – Pode entrar naquela porta e aguarde. Ena pá! Não me digam que o Tribunal distribui, também, produtos contra a fome, até porque, uma vez dentro da casinha, vi lá mais umas vinte ou trinta pessoas com a mesma cara de desgraçados como eu, mas que não conhecia. A não ser uma, que por acaso era advogado. Ainda me passou pela cabeça: bom, se o advogado está aqui e é aquilo que penso… pode ser que o rancho seja melhorado. 0 Advogado, da Caixa Geral de Depósitos, veio ter comigo e folheando uns papéis, disse-me. - Ah! Viva. Estava a pensar que não aparecia. Foi a leitura da sentença porque esperava: tinha 30 dias para despejar a casa onde morava com a mulher e os dois gaiatos. -Por falta de pagamento das prestações tem que deixar o imóvel sito na rua tal, nº tal e tal, da freguesia tal, sob pena de. Parece que me deu qualquer coisa e fiquei desperto. Fui quase direitinho para a casa onde morava há 10 anos, dirigi-me ao quarto, sentei-me na cama e, com as mãos na cabeça, resolvi: -porra, vou-me deitar e descansar a cabeça. Estes últimos tempos têm dado comigo em maluco. Foi ao descalçar-me que dei com a “coisa”. Então não é que tinha as botas ao contrário? A do pé esquerdo no direito! Há quanto tempo eu andaria com as botas trocadas? Não faço a mínima ideia mas, cá para mim, há quase 4 anos, desde que fui despedido.
Ele há coincidências do diabo!
Kira, Março 2009
13.3.2009 - 0:04
















